SUPERAÇÕES OU SUPURAÇÕES?

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Muitas vezes me pergunto qual é a vantagem de nadar mais rápido, se não é na água que eu vivo; e que vantagem existe em pular muito alto, se no ar não me sustento; e que vantagem se tem em voar, se, asas eu não possuo; e que vantagem há em mergulhar por esporte, se guelras não tenho.

Quem descendo uma escada, caiu e morreu, faleceu de um acidente, sendo que o mesmo se pode dizer de quem morre enquanto se move na dimensão natural do existir humano.

Mas aquele que morre por se servir de algo que não é o meio natural do ser humano se mover, deve saber de antemão que, em tal caso, nenhum incidente será um acidente, mais sim um auto-atentado.

A tentação do diabo sempre é fazer o homem ambicionar os pássaros, e não viver como homem; invejar os peixes, e não viver como homem; conhecer os mares, mas não conhecer os corações; entender os ventos, mas não compreender os tempos.

Sim! O diabo sempre dirá ao homem que pular do Pináculo do Templo é o que falta como afirmação para o ser humano.

A adesão aos desejos da Serpente do Éden gerou a pulsão quase permanente que nos chama para os abismos como prazer e glória.

Sim! Nossa ambição de afirmação e de significado de ser, é infinitamente maior do que qualquer amor que se tenha pela vida, sendo esta a razão pela qual se caminha em vereda de morte enquanto se afaga a própria morte como desejo, ou vicio, ou prazer ou conquista; ou todos eles feitos uma coisa só como pulsão da alma.

Acidentes que sejam normais como probabilidades naturais do existir de um ser humano são apenas aqueles que acontecem enquanto o homem anda no caminho natural dos humanos.

Durante esses trinta e cinco anos de viagens e viagens de avião, entrando e saindo entre 400 e 500 vezes por ano de aeroplanos, sempre disse a mim mesmo que não temia voar, e que, se algo me acontecesse, ninguém deveria se angustiar, pois, eu mesmo sempre soube que aquele não era o caminho natural dos humanos, mas apenas uma utilização missionária ou meramente utilitária que eu fazia daquele aparato.

Dia a dia fica mais distante dos humanos a possibilidade de um acidente acontecer como um incidente catastrófico apenas natural; posto que a intervenção dos humanos no meio-ambiente planetário tem feito com que a possibilidade de catástrofes naturais sem participação humana alguma, hoje sejam quase que totalmente aquelas que nos venham de fora de nossa atmosfera, pois, no ambiente atmosférico, os humanos praticamente alteraram tudo, já não podendo nem mesmo falar em catástrofe genuinamente natural que sobre o homem esteja advindo.

Ainda lembro do tempo em que um tufão, um furacão, um tornado, uma tromba d’àgua, um tsumani ou coisas do gênero, eram sempre acontecimentos naturais.

Mas hoje já não é assim…

Quando vejo tais fenômenos em processo, penso quase exclusivamente no que os humanos estão fazendo ao meio-ambiente.

Ora, digo isto não porque antes não houvesse catástrofes, mas apenas porque as de hoje, tanto nas causas gerais, como também pelo modo anômalo de sua manifestação [tanto na freqüência dos fenômenos como também em suas causas e efeitos], nitidamente são provocados pela intervenção humana.

Assim, tanto no micro-cosmos como também no macro-cosmos, o critério que prevalece é um só:

Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido!

Pense nisto!

Caio

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