BOA LEITURA

VOCÊ QUER TER AUTORIDADE NO NOME DE JESUS?

autoridade
Jesus disse que os Seus apóstolos ligariam e desligariam coisas nos céus e na terra.
 
Eu lia isto e sentia profunda rejeição.
 
Parecia-me algo muito estranho e diferente de Jesus; e, sobretudo, estranho ao que se poderia esperar de homens que nos três anos de caminhada com Jesus não haviam apresentado maturidade para discernir quase nada.
 
Eles? Quem? Nós? Eu? Quem por mim? Quem contra mim? Quem contra o próximo? Quem poderia? Quem saberia? E, sobretudo: Por quê? — eram as minhas questões na juventude.
 
Naquele tempo o “aplicativo” do principio relacionado a ligar e desligar na terra e no céu, sempre remetia para o poder que a Igreja Católica evocava para si como Representante Oficial de Deus na Terra, com um Estado entre as nações deste planeta sobre o qual ela pretendia reinar como consciência moral e religiosa.
 
Ora, a Igreja Católica ficou mais civilizada nas manifestações de suas ambições. Porém, entre os Protestantes que viraram Evangélicos, e, entre esses, especialmente os Pentecostais e os Neo-Pentecostais — houve uma extraordinária inflação de Bispos, Apóstolos e Profetas; e, com eles, de doutrinas de Autoridade Espiritual que nada mais são que a sanção da unção de Sanção no exercer poder sobre os homens no cacete psicológico e nas torturas do poder de manipulação.
 
No fim é apenas autoridade de homens sobre homens, e isto em nome de Deus, embora seja tão somente o exercício de tirania, controle, manipulação e comercio.
 
Fica ainda pior quando o que Jesus disse no mesmo texto, é evocado pelos novos apóstolos e bispos: “Se perdoardes os pecados, eles serão perdoados; se os retiverdes, serão retidos”.
 
Ora, em nome disso, milhões de seres humanos são iludidos, conduzidos, manipulados, assombrados com ameaças de maldição, e vitimas de toda sorte de exploração.
 
Na verdade o que Jesus diz no Evangelho de João acerca do assunto, parece induzir a uma leitura que transfere poderes de vida e morte para os apóstolos.
 
Afinal, a fim de entender qualquer coisa que pareça diferente de Jesus, a pergunta é simples:
 
Como foi que Jesus encarnou tal principio em Sua vida, visto que Ele é o Verbo encarnado?
 
Ora, como digo, Jesus é a Chave Hermenêutica!
 
Portanto, nesta questão, minha pergunta é:
 
Quando foi que Jesus anunciou a quem quer que seja que Ele estava ligando ou desligando qualquer coisa em relação a quem quer que fosse?
 
Vê-se com freqüência que Ele perdoava pecados, mas não se diz que Ele retinha pecados ou que anunciasse que alguém estava com seus pecados retidos por desobediência a Ele ou a qualquer coisa.
 
E mais:
 
Quando foi que se viu qualquer apóstolo ligando e desligando, além de Paulo entre os Corintios?
 
Entre os Corintios Paulo manda que alguém seja entregue a Satanás para a destruição da carne, para, logo a seguir, em outra carta, discernir que aquilo os colocava sob estranhos desígnios de Satanás, e que deveriam ser por eles discernidos e renegados.
 
Assim, segundo o espírito de Jesus e do Evangelho, fica decretado que:
 
Todo aquele que ligar e desligar, desligue e ligue como Jesus; pois, assim, somente oferecerá ligamentos e perdões; visto que foi assim que Jesus, o Mediador, mediou a vida; não sendo, portanto, permitido a ninguém que seja ou faça de modo diferente do Dele; sob pena de tornar-se um bruxo, um feiticeiro, um diabo, um satanás, um blasfemo; amarrando e matando os homens em nome de Deus; e, assim, cumprindo os desígnios de Satanás, enquanto se arroga a possuir autoridade supostamente concedida pelo Espírito Santo; sendo esta, todavia, a percepção equivocada daquele que é manipulado, embora o manipulador saiba que ele não é coisa alguma do que se arvora a ser para os outros.
 
Quem exerce autoridade, se não quiser pecar e blasfemar, a exerça apenas no espírito de Jesus, que, sendo Mestre e Senhor, ensinava de modo leve, com jugo suave, e isto porque Ele é manso e humilde de coração.
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TE AMO MINHA FILHA.

A vida não é feita de sonhos. Nascemos para evoluirmos como pessoa, e aprender a ser feliz.
 
O melhor caminho, é buscar o melhor das pessoas que nos cercam. Errar todos erram, mas é principalmente nos erros, onde podemos tirar várias lições.
 
Nunca julgue uma pessoa pela aparência ou pelo que ela fez ou faz, pois sempre estamos mudando de opinião, do que é certo ou errado.
 
Você não precisa provar nada a ninguém, você é o que é… e pronto. seja baixa ou alta, gorda ou magra, pobre ou rica, fraca ou forte, nada d´aquilo que falam de você é importante ou verdadeiro, pois assim como você, as pessoas, também mudam constantemente seus conceitos.
 
Você é perante Deus, ÚNICA e está na humanidade por uma razão.
 
Ouça aqueles que fizeram e fazem de tudo para te ver feliz, essas pessoas querem seu bem, normalmente, elas são seus pais.
 
Mas se por alguma razão, você se vir sozinha, sem alguém em quem confiar?… Confie no amor de Deus, e esqueça o que a religião diz, Ele vai lhe mostrar o caminho a seguir, busque sempre fazer o bem sem esperar recompensa alguma. E vá a luta.
 
Segura com força todas as oportunidade que aparecer. E por mais difílcil que seja, nunca esqueça que o mais importante é estudar, estudar e estudar, pois o saber nos abre as portas para um horizonte melhor.
 
Quando se sentir sozinha, busque (O LIVRO), mergulhe na história que estiver lendo, ORE e confie em Deus. Acredite, você nunca estará sozinha, você conseguirá, eu acredito em você, e você acredita?…
 
Amo você.

CARTA ABERTA À IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA

_Vocês projetaram o papel de “pai” em Deus, e por esse motivo imaginam um Deus que julga, recompensa ou pune, baseado em como Ele se sente em relação ao que fizeram, mas essa é uma visão simplista de Deus, baseada em sua mitologia e não tem nada a ver com quem Ele É.
_Tendo assim criado todo um sistema de pensamento sobre Deus baseado na experiência humana, em vez de nas verdades espirituais, vocês imaginam toda uma realidade a respeito do amor e uma realidade baseada no medo, na ideia de um Deus temível e vingativo.
_Seu Pensamento responsável está errado, mas negá-lo seria rejeitar toda a sua teologia. E apesar do fato de que a nova teologia que iria substituí-Ia seria realmente a salvação de vocês, vocês não podem aceita-la, porque a ideia de um Deus que não deve ser temido, não julga e não tem motivos para punir é maravilhosa demais para ser aceita dentro de suas crenças maiores do que O Que Deus É.
_Essa realidade do amor que evidencia o medo domina as suas experiências do amor; de fato, permite criá-la. Porque vocês não só se vêem recebendo um amor que é condicional, como também dando-o do mesmo modo. E mesmo quando recuam e impõem as suas condições, uma parte de vocês sabe que não é isso que o amor realmente é. Ainda assim, parecem incapazes de mudar o modo como o dispensam.
_Vocês aprenderam do modo mais difícil, e dizem a si mesmos que serão condenados ao sofrimento se forem vulneráveis de novo. Mas a verdade é que o serão se não forem vulneráveis.
_Devido aos seus próprios pensamentos (errôneos) a respeito do amor, vocês se
condenam a nunca experimentá-lo puramente. Por isso, também se condenam a não conhecer Deus como realmente Ele É, enquanto não amarem puramente.
_Todos os atos realizados pelos seres humanos se baseiam no amor ou no medo, não simplesmente os que dizem respeito aos relacionamentos. As decisões que afetam os negócios, a indústria, a política, a religião, a educação de seus jovens, os compromissos sociais de suas nações, os objetivos econômicos de sua sociedade, as escolhas que envolvem guerra, paz, ataque, defesa, agressão, submissão, as determinações de cobiçar algo ou dar aos outros, guardar ou partilhar, unir ou dividir – todas as escolhas feitas por livre vontade que já fizeram surgem de um dos dois únicos pensamentos possíveis que existem: de amor ou medo.
_O medo é a energia que restringe, paralisa, retrai, leva-os a fugir e esconder-se, e fere. O amor é a energia que expande, move, revela, leva-os a ficar e partilhar, e curar.
_O medo cobre os seus corpos de roupas, o amor lhes permite ficar nus. O medo os faz segurar tudo o que têm, o amor dá tudo aos outros. O medo sufoca, o amor mostra afeição.
_O medo oprime, o amor liberta. O medo irrita, o amor acalma. O medo critica, o amor regenera.
_Todos os pensamentos e atos e todas as palavras humanas se baseiam em uma dessas emoções. Vocês não têm escolha em relação a isso, porque nada mais há a escolher.
_Mas, têm livre-arbítrio para decidir qual dessas escolher. Vocês aprenderam a viver com medo, ouviram falar sobre a sobrevivência do mais hábil, a vitória do mais forte e o sucesso do mais esperto e por isso tentam ser os mais hábeis, os mais fortes e os mais espertos – de um modo ou outro – e caso se vejam como algo menos do que isso em qualquer situação, temerão a perda, porque lhes disseram que ser menos é ser perdedor. E então é claro que escolhem a ação que o medo justifica, porque foi isso que aprenderam. Contudo, DEUS nos ensina isso: quando escolherem a ação que o amor justifica, farão mais do que sobreviver, vencer e ser bem-sucedidos. Experimentarão a glória suprema de quem realmente são, e quem podem ser.
_Para isso, devem deixar de lado os ensinamentos de seus mestres mundanos bem intencionados, mas mal-informados, e ouvir os ensinamentos daqueles cuja sabedoria vem de outra fonte.
_Há muitos mestres assim entre vocês, como sempre houve. Deus não vos deixou sem pessoas que possam orientá-los, mostrar-lhes e ensinar-lhes essas verdades, e lembrá-los delas. Contudo, o maior lembrete não vem de fora, mas da voz dentro de vocês. Esse é o principal meio que Deus usa, porque é o mais acessível.
A voz interior é a mais alta com que Ele fala, porque é a mais perto de vocês. É a voz que lhes diz se tudo o mais é verdadeiro ou falso, certo ou errado, bom ou ruim, segundo as, suas definições. É o radar que determina o curso, governa’ o navio e indica o caminho, se vocês deixarem.
Pr.samuel lemos

A IGREJA MODERNA E O EVANGELHO DE CRISTO

011“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” [Isaías 55.11].

Deparei-me com este versículo ao final de um texto que defendia a perspectiva de um mundo melhor no futuro, um mundo sempre a prosperar até o dia em que todos ou quase todos se converteriam a Cristo, no dizer de um teólogo. Como a referência é escatológica, e o meu objetivo não é estabelecer uma refutação à proposta de doutrina do fim dos tempos (até porque não estou habilitado a isso), mas, exclusivamente, tentar corrigir o caráter “parcial” da dedução do articulista, esclareço que o profeta não o declarou com o objetivo de indicar apenas os benefícios da palavra ao homem. Ao utilizá-lo neste sentido, o teólogo equivocou-se, ou, no mínimo, foi otimista em sua conclusão, pois o verso não alude aos resultados de uma conversão em massa, de uma resposta sempre positiva do homem em relação à palavra.
Vamos andar mais um pouco.
Muitos utilizam-no como prova da eficácia da anunciação do Evangelho, no sentido de que, quanto mais for proclamado, mais pessoas se converterão, mais benefícios serão agregados à vida do homem. Para eles há uma progressão aritmética, uma relação proporcional que indicará a capacidade de se produzir resultados numéricos de salvos, e de bênçãos aos salvos, à medida que a palavra for proclamada. Como uma fórmula mágica, basta aplicá-la para que os seus efeitos proveitosos sejam alcançados pelos homens.
Veja bem, não duvido das conseqüências práticas da pregação do Evangelho, o qual “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” [Rm 1.16], pois, como “invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” [Rm 10.14-15].
Portanto esta é a única forma do homem ser salvo e conhecer a Deus. Não há outro método estabelecido. Nem mesmo a música como muitos apregoam (a menos que seja com extensos trechos bíblicos, como os Salmos,). Nem mesmo o teatro, como outros querem (a menos que seja com extensos trechos bíblicos, talvez, um monólogo). Nem o cinema (a menos que seja mais auditivo do que visual). Nem mesmo um discurso (a menos que seja impregnado por extensas citações bíblicas). Quanto à dança e outras manifestações artísticas, nem é preciso falar da completa ineficâcia como meio de evangelismo [1]. O poder de Deus está na palavra, e ela é o único meio de se proclamar a verdade. Porém, a pregação nem sempre trará frutos de obediência e reconciliação com Deus. O que vale dizer que nem todos aqueles que ouvirem o Evangelho se arrependerão, serão regenerados e salvos pelo poder de Deus, porque o Senhor “cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure” [Jo 12.40].
Ora, não é assim que o profeta Isaías declarou? “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?” [Is 53.1].
O fato é que Isaías 55.11 está a falar muito mais do que a maioria quer ouvir. Ele está a nos dizer que a palavra de Deus jamais, nunca, voltará vazia. Mas em que sentido? Apenas no sentido positivo? Referindo-se à salvação dos incrédulos, ou aos benefícios de santificação, convencimento, instrução e ensino dos mandamentos e da vontade de Deus? Não. Há os efeitos negativos da palavra (em relação ao destino final do homem), a qual também será proclamada para tornar inescusável o réprobo, para condená-lo em sua rebeldia, para julgá-lo por suas transgressões.
O erro está em se ver apenas um lado da moeda, e recusar-se a virá-la e vislumbrar a outra face. Essa é mais uma influência do humanismo que distorce e compromete o entendimento pleno do texto bíblico, deixando a mensagem capenga, fragmentada, em que um dos significados é tornado superior, ao ponto em que o outro não pode ser visto ou simplesmente é ignorado. Da mesma forma, a interpretação equivocada resultará no entendimento limitado de Deus e Sua obra, no desmerecimento, ainda que inconsciente, da Sua vontade e propósito.
Não reconhecer o caráter condenatório da palavra é fazer “vistas-grossas” à obra perfeita, acabada, irretocável de Deus, por negligência, ignorância ou malversação da Escritura. Em muitos casos, pode ser sinal de incredulidade também. Por isso Cristo alertou-nos, incisiva e claramente, para o distintivo absoluto da palavra: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” [Jo 12.48].
O mesmo equívoco é encontrado em João 3.16. Tem-se a falsa idéia de que Cristo morreu por todos os homens indistintamente, e que depende exclusivamente desse homem aceitá-lO ou não como Salvador. É um arroubo de pretensão. Como se Deus estivesse preso à vontade de Suas criaturas. Mas quase ninguém se apercebe de que, dois versículos abaixo, está escrito: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. O verbo crê e o substantivo condenado ligam-se diretamente no verso. Implicando que a condenação daquele que não crê não está no futuro, mas aconteceu no passado. O advérbio já revela que a condenação ocorreu de antemão, previamente, não é algo que ainda ocorrerá, nem algo que o ímpio poderá reverter, mas algo inevitável, que foi preparado antecipadamente. O objetivo deste texto não é discutir a eleição, mas afirmar a dupla mensagem do Evangelho, o qual é suficiente para salvar, e igualmente suficiente para condenar.
É verdade que a palavra sem fé não produzirá obediência, regeneração e salvação, antes confirmará a reprovação daquele que jamais será vivificado pelo Espírito Santo. É o que se pode perceber no dizer de Paulo: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” [Hb 4.2] [2]. De forma que a palavra da verdade produz frutos para a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor, no qual fomos selados pelo Espírito Santo da promessa [Ef 1.13]. Assim, seja para a vida, seja para a morte, a palavra do Senhor jamais voltará vazia.
Há ainda os que vão mais além, e dizem que o versículo refere-se à necessidade de se agarrar à palavra, algo mais ou menos parecido ao termo neopentecostal “tomar posse”, e, assim, ela produzirá, em nossas vidas, uma profusão de bens materiais nunca imaginados, e não voltará vazia mesmo, pois encherá os bolsos, bolsas, sacolas, cofres e os recipientes necessários para satisfazer a sanha carnal, na obscenidade dos deleites pecaminosos de seus proponentes.
Bem, quanto a essa (im)possibilidade, recuso-me a comentá-la, tendo-se em vista o seu nítido caráter corrompido, sua antibiblicidade e lógica maligna. Não passa de mais uma artimanha, um subterfúgio para satisfazer a ganância e a vaidade de quem assim pensa. Por isso é fácil concluir que essa não é a palavra divina, nem nunca foi, mas apenas o maldito vocábulo humano que levará o homem à destruição.
Isto não quer dizer que a música, a literatura, a pintura, a escultura e outras expressões artísticas, não sejam meios de louvor, adoração a Deus, e a proclamação das verdades bíblicas. Elas são. E cumprem o propósito eterno de Deus de ser glorificado por elas. Contudo, não creio que sejam meios pelos quais o Senhor quis se revelar e à Sua obra. Para isso, homens inspirados pelo Espírito Santo escreveram 66 livros santos, que compõem a Bíblia Sagrada, a infalível, inerrante e divina palavra de Deus. A despeito dos argumentos dos estudiosos e da maioria das mentes cristãs, resisto bravamente ceder à idéia do anonimato de Hebreus. Como estou convencido de que a sua autoria seja paulina, e na minha Bíblia ACF consta que Paulo é o seu remetente, até que me provem o contrário, continuarei a indicá-lo como o autor.

O espirito e a alma humana

Alma… essa é uma das palavras mais vitais de qualquer vocabulário.

O nível de complexidade relacionado ao que se define por “alma” é tão grande que a sabedoria manda simplificar a fim de não confundir.

Hebreus 4:12-13 nos fala acerca da impossibilidade humana de destrinchar os conteúdos, os limites, as existências em-si-mesmas daquilo que os nossos vocábulos designam como mundo interior, e afirma que somente a Palavra de Deus pode fazer a separação entre tais ethos — tais coisas-em-si:

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”.

Toda tentativa de fazer “separação” que estabeleça “precisão” entre aquilo que nos constitui interiormente anda ainda longe de poder definir o quê é o quê em nós.

De fato, a interioridade humana pode ser discernida apenas, talvez, pelo próprio homem, ainda que sempre “em parte”. Mas jamais pode ser completamente explicada.

O ser é discernível, mas não é explicável em palavras.

O homem pode “examinar a si mesmo”, mas não consegue nem explicar e nem auto-definir sua própria constituição, nunca conhecendo bem as fronteiras e as intercomunicações de seu próprio interior.

A humanidade pode desenvolver uma Psicologia… O que ela não pode é pedir ao psicólogo que explique a si mesmo.

Quando se trata do “em-nós-mesmos”, a gente pode apenas pedir a benção de discernir… Explicar seria pura bobagem.

Paulo é o autor do Novo Testamento que mais “psicologiza” acerca da interioridade humana, mas não faz nenhum exercício de sistematização de coisa alguma a esse respeito.

 

O que interessa hoje, aqui, é olhar superficialmente como Paulo designa o termo psique e a que ele a relaciona.

Paulo emprega o termo psique apenas doze vezes. Em seis desses casos, o significado é vida:

 

Rm 11:3: “Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida?”

Rm 16:4: “(…) os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios”.

I Co 15:45: “Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante”.

II Co 1:23: “Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha vida de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto…”

Fp 2:30: “(…) porque pelo evangelho de Cristo (…) chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço”.

I Tess 2:8: “Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós”.

 

Dentre os quatro usos psíquicos —ou seja, psicológicos—, três indicam desejo:

Ef 6:6: “(…) não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus”.

Fp 1:27: “(…) firmes num só espírito, combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho…”

Cl 3:23: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens…”

 

Ainda designando o termo como algo psíquico, Paulo o usa a fim de também indicar emoção:

 

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tess 5:23)

Os dois exemplos restantes retirados do uso que Paulo faz de “psique” são pessoais e designam o individuo, o ente perceptível, historicamente:

Rm 2:9: “(…) tribulação e angústia virão sobre a alma de todo homem que pratica o mal…”

Rm 13:1: “Toda alma —ou homem— esteja sujeita às autoridades superiores…”

 

Para designar o que há de mais superior na existência humana interior, Paulo usa o termo pneuma.

Assim, ele estabelece uma diferenciação de fontes vitais na interioridade humana.

Há o homem “almal” e há o homem “espiritual” — sendo que a primeira dimensão se vincula mais ao que existe como emoção, afeição, constituição de personalidade, influências culturais, e relacionamentos inter-pessoais, com todas as “trocas” que se transformam em “cumulações” e “heranças” derivadas do existir de todos os humanos.

Assim, o Homem Psychikos expressa a natureza humana em si mesma.

A segunda dimensão —a espiritual— expressa o nível de ser que transcende o imediato. É o transcendente no homem, e que é transcendente ao homem, sem deixar de ser o homem.

Desse modo Paulo fala do Homem Pneumatikos, que expressa o ser consciente e subordinado ao Espírito de Deus, pondo o próprio espírito humano como senhor de sua própria alma.

Assim, o espírito dos profetas está sujeito aos próprios profetas!

Paulo diz:

“Ora, o Homem Psychikos não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o Homem Pneumatikos discerne tudo muito bem, enquanto ele por ninguém é discernido” (I Co 2: 14,15).

Paulo, todavia, não esquizofreniza esses dois homens no Homem. Ele é um só, embora haja dimensões de um só que expressem conflito entre si.

Romanos 7 expressa essa luta interior melhor do que qualquer outra descrição bíblica.

Mas Paulo também emprega psique junto com pneuma, e faz isso numa visão integral da Graça de Deus operando na redenção do ser como um todo.

Em I Tess 5:23 ele descreve a materialidade e a imaterialidade humana —tanto a corporalidade como também a sua natureza em si; tanto a Psique-Imedita como a Psique-Transcendente— e não separa tais dimensões em nenhum momento. Ao contrário, ele toma as diferentes funções do interior humano e delas faz uma e a mesma coisas: o ser… e põe tudo o que nos constitui sob a Graça de Deus:

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Desse modo, eu tenho uma alma que é alma no espírito e um espírito que é espírito na alma.

A alma do espírito é ser espírito para a alma e o espírito da alma é ser alma para o espírito.

Bem-aventurados os que crescerem para alcançar não apenas esse entendimento, mas essa Vida.

Eu quero, Senhor!

AMAR É SOFRER ? Felicidade não é Facilidade!

011AMAR É SOFRER ? Felicidade não é Facilidade!

Olhe só:

“….O amor é capaz de suportar toda dor e não deixar de ser benigno….  O amor nunca busca primeiro os seus próprios interesses… O amor é forte, por isso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta… O amor jamais acaba…”

Não seria por isso que se diz que “amar é sofrer“? Ainda que seja um sentimento maravilhoso, nem por isso é necessariamente uma fonte de felicidade.

POR EXEMPLO: a mãe sofreria NADA se não amasse o filho bandido que sequestrou, matou e está preso. Mas ela não consegue deixar de amar. Você está sofrendo porque ama seu pai. E sofre ao ver que sua mãe sofre. Não há como se livrar disso. Você não pode nem escolher não amá-los para não sofrer. Existem mil outros exemplos. No casamento então, nem se fala!  Há pessoas que não fazem seu cônjuge feliz, mas é impossível se livrar delas por causa do amor (por serem um pedaço do próprio coração, sei lá.).

Você concorda que “amar é sofrer”?

Felicidade não é Facilidade! Por isso, do ponto de vista de Jesus, os Bem-aventurados são… — os humildes, os que choram, os mansos, os que buscam justiça, os puros de mente, os que vivem pela paz, e todos os que são perseguidos por fazerem e serem como Jesus e os profetas.

Facilidade tem sido confundida com Felicidade por que as pessoas julgam o sucesso pelo Destino mensurável e não pelo Caminho imensurável.

Por isto, Destino é um deus na Bíblia; um deus pagão. Jesus não é Destino, Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; e o destino é o Pai, acerca de Quem Ele diz: “…ninguém Vem ao Pai se não por mim”. Assim, o Alfa e o Omega não somam para criar o Destino, mas sim o ser; posto que o destino do Caminho em Jesus é nos chamar para Deus em nós; assim como Ele disse que o Pai-destino, estava Nele […vem ao Pai…];o que faz com que o destino seja a jornada, seja o Caminho, já que o Alvo nos habita.

Portanto, a Felicidade não está na Facilidade do Caminho, mas sim na alegria de provar cada momento dá viagem com a língua do amor; e não temer nada que nos venha, pois, tudo faz parte do caminho no Caminho; e, assim, tudo é felicidade, é bem-aventurança; posto que o que faz feliz é amar cada momento no dia chamado Hoje, e, em cada um deles ver o significado que o amor dá a tudo.

Quem não ama nunca chora, mas também nunca vive. Quem não sofre nunca ama, e, assim, nunca vive. Pois o amor sofre a dor como amor, e o amor tudo sofre apenas porque tudo o que sofre não o sofre como quem perde; pois, o amor nunca perde nada; nem quando não ganha nada; sendo que esta última possibilidade é impossível de acontecer.

Depois, o que é sofrer? Por que sofrer é tão ruim assim?

É assim mesmo, meu filho!” — disse papai tentando engolir sem conseguir. E todas as vezes que você fala no amor de Deus no ouvido dele ele ri de alegria…

Todas as pessoas felizes que já conheci agiam do mesmo modo; e agiam porque viam do mesmo modo — elas mudam tudo o que é mutável conforme o amor; elas resistem pacificamente a tudo o que é contra o amor; e elas se contentam apesar de tudo, com tudo o que lhes venha, sem que com isto jamais deixem de mudar ou de processar cada coisa que seja mutável ou processável; e o que não cabe em nenhuma dessas duas perspectivas, elas jogam fora como lixo. E seguem…

É um prazer sofrer com meu pai, minha mãe, meus filhos, meus amigos e todo ser humano!

Seria isto uma espécie de piedoso masoquismo?

Certamente não, pois, podendo evitar a dor eu a evito. Mas a dor inevitável, sendo vista como o outro lado da benção do sentir, é apenas uma dor. Dor sem moral e sem filosofia dói muito menos; e até pára de doer.

Sim! É apenas uma dor; e que vai adoçando o coração; a tal ponto que ela se torna um sentir calmo e sereno; afinal, emoções são naturais; e, além disso, sofrer nem sempre dói; e chorar menos ainda; visto que o que dói mesmo é não amar. Esse sim é o grande sofrimento e a grande angustia humana!

O amor todo sofre, porque tudo crê; e tudo suporta porque tudo sofre crendo. Por isso, também jamais acaba, jamais se acaba, e jamais acabou com ninguém. Ao contrário, sem ele não há vida.

Assim é o amor. Assim é a vida. Qualquer outra coisa nem mesmo os vegetais conhecem, porque as plantas também sentem quem ama e quem não ama.

MARIAS

“É madrugada de domingo e o céu ainda está escuro. Na verdade Estava escuro desde a sexta-feira.

Escuro por causa da negação de Pedro. Escuro por causa da traição dos discípulos. Escuro por causa da angústia de Cristo. Escuro por causa da omissão do povo…

Duas mulheres estão caminhando silenciosas, indo ao encontro de um corpo…

São na realidade duas Marias, uma que é a mãe de Tiago e José, e a outra, Maria Madalena.

O amanhecer promete somente um encontro, o encontro com um corpo.

Imagine que caminhada dífícil e triste. Elas não sabem que esta é a primeira Páscoa. Elas não estão esperando encontrar o túmulo vazio…

Houve um tempo em que elas ousaram sonhar. Agora, não. É tarde demais!

Os pés que caminharam sobre as águas foram perfurados. As mãos que curaram os leprosos foram pregadas. Nobres sonhos foram cravados numa cruz .

Essas mulheres não esperavam nada em troca. 0 que um homem morto poderia oferecer? As duas não estão subindo a montanha para receber. É simplesmente um ato de amor, de devoção.

Mas que caminhada difícil, que missão dolorosa…

Há momentos em que nós também somos chamados a amar, sem esperar nada em troca. Às vezes, somos chamados para ajudar a pessoas que nunca nos dirão obrigado, a perdoar aqueles que não vão nos perdoar, a chegar cedo e sair tarde quando ninguém percebe…

O importante é que elas não desistiram, assim como nós não devemos desistir…

Mesmo achando que o sonho tinha acabado, elas se mantiveram fiéis!

Naquela dura e triste caminhada, elas pensavam que estavam sozinhas. Porém não estavam. Deus estava vendo as duas mulheres subindo a montanha. Ele estava medindo seus passos e tinha uma surpresa esperando por elas.

Na seqüência a Bíblia conta que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela.

Por que e pra quem o anjo removeu a pedra?

Para Jesus? Nós sempre achamos isso… que o anjo removeu a pedra para que Jesus pudesse sair. Mas pense um pouquinho. Será que a pedra realmente precisava ser removida para que Jesus saísse? Deus precisava de alguma ajuda naquele momento?

Em nenhum lugar dos evangelhos há alguma citação que o anjo removeu a pedra para Jesus. A pedra foi removida para as duas mulheres: não para que Jesus pudesse sair, mas para que as elas pudessem olhar para dentro!

Ouça o que o anjo disse: “Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia”.

As duas mulheres nunca mais seriam as mesmas. O sonho não havia acabado, pelo contrário, a vitória tinha sido selada, concretizada…

A lição dessa história? Faça como as duas marias…não desista.

A ressurreição de Jesus nos mostra que é possível acreditar, mesmo quando tudo parece acabado…

O caminho é escuro? Não se assente. A estrada é muito longa? Não pare.

A noite é muito escura? Não desista.

Deus está olhando. Nesse exato momento, mesmo sem você saber, Deus está dizendo ao anjo para remover a pedra.

O perdão pode estar sendo preparado.

O contrato de trabalho pode estar em cima da mesa.

A prova da cura da doença pode vir no próximo exame…

Não desista!
Se você fizer isso, pode estar perdendo a resposta de suas orações”.