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VOCÊ QUER TER AUTORIDADE NO NOME DE JESUS?

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Jesus disse que os Seus apóstolos ligariam e desligariam coisas nos céus e na terra.
 
Eu lia isto e sentia profunda rejeição.
 
Parecia-me algo muito estranho e diferente de Jesus; e, sobretudo, estranho ao que se poderia esperar de homens que nos três anos de caminhada com Jesus não haviam apresentado maturidade para discernir quase nada.
 
Eles? Quem? Nós? Eu? Quem por mim? Quem contra mim? Quem contra o próximo? Quem poderia? Quem saberia? E, sobretudo: Por quê? — eram as minhas questões na juventude.
 
Naquele tempo o “aplicativo” do principio relacionado a ligar e desligar na terra e no céu, sempre remetia para o poder que a Igreja Católica evocava para si como Representante Oficial de Deus na Terra, com um Estado entre as nações deste planeta sobre o qual ela pretendia reinar como consciência moral e religiosa.
 
Ora, a Igreja Católica ficou mais civilizada nas manifestações de suas ambições. Porém, entre os Protestantes que viraram Evangélicos, e, entre esses, especialmente os Pentecostais e os Neo-Pentecostais — houve uma extraordinária inflação de Bispos, Apóstolos e Profetas; e, com eles, de doutrinas de Autoridade Espiritual que nada mais são que a sanção da unção de Sanção no exercer poder sobre os homens no cacete psicológico e nas torturas do poder de manipulação.
 
No fim é apenas autoridade de homens sobre homens, e isto em nome de Deus, embora seja tão somente o exercício de tirania, controle, manipulação e comercio.
 
Fica ainda pior quando o que Jesus disse no mesmo texto, é evocado pelos novos apóstolos e bispos: “Se perdoardes os pecados, eles serão perdoados; se os retiverdes, serão retidos”.
 
Ora, em nome disso, milhões de seres humanos são iludidos, conduzidos, manipulados, assombrados com ameaças de maldição, e vitimas de toda sorte de exploração.
 
Na verdade o que Jesus diz no Evangelho de João acerca do assunto, parece induzir a uma leitura que transfere poderes de vida e morte para os apóstolos.
 
Afinal, a fim de entender qualquer coisa que pareça diferente de Jesus, a pergunta é simples:
 
Como foi que Jesus encarnou tal principio em Sua vida, visto que Ele é o Verbo encarnado?
 
Ora, como digo, Jesus é a Chave Hermenêutica!
 
Portanto, nesta questão, minha pergunta é:
 
Quando foi que Jesus anunciou a quem quer que seja que Ele estava ligando ou desligando qualquer coisa em relação a quem quer que fosse?
 
Vê-se com freqüência que Ele perdoava pecados, mas não se diz que Ele retinha pecados ou que anunciasse que alguém estava com seus pecados retidos por desobediência a Ele ou a qualquer coisa.
 
E mais:
 
Quando foi que se viu qualquer apóstolo ligando e desligando, além de Paulo entre os Corintios?
 
Entre os Corintios Paulo manda que alguém seja entregue a Satanás para a destruição da carne, para, logo a seguir, em outra carta, discernir que aquilo os colocava sob estranhos desígnios de Satanás, e que deveriam ser por eles discernidos e renegados.
 
Assim, segundo o espírito de Jesus e do Evangelho, fica decretado que:
 
Todo aquele que ligar e desligar, desligue e ligue como Jesus; pois, assim, somente oferecerá ligamentos e perdões; visto que foi assim que Jesus, o Mediador, mediou a vida; não sendo, portanto, permitido a ninguém que seja ou faça de modo diferente do Dele; sob pena de tornar-se um bruxo, um feiticeiro, um diabo, um satanás, um blasfemo; amarrando e matando os homens em nome de Deus; e, assim, cumprindo os desígnios de Satanás, enquanto se arroga a possuir autoridade supostamente concedida pelo Espírito Santo; sendo esta, todavia, a percepção equivocada daquele que é manipulado, embora o manipulador saiba que ele não é coisa alguma do que se arvora a ser para os outros.
 
Quem exerce autoridade, se não quiser pecar e blasfemar, a exerça apenas no espírito de Jesus, que, sendo Mestre e Senhor, ensinava de modo leve, com jugo suave, e isto porque Ele é manso e humilde de coração.

CURA PELO TEMPO!

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A nossa noção de tempo vai mudando na medida em que o tempo passa para nós.
 
Paradoxalmente é quando se tem todo o tempo do mundo para tudo, que não se tem tempo para nada: na juventude.
 
Jovens não têm tempo para nada. Querem tudo. Tudo hoje. Tudo já. E, assim, não há tempo para nada…
 
Quanto mais os tempos se tornam velozes em razão das tecnologias de transporte e comunicação, mais a noção de tempo muda: um segundo agora existe; um minuto já gera impaciência; uma hora é um dia; um dia é como uma semana; uma semana é como um mês ou mais; os meses são eternidades; os anos são medidas impensáveis — especialmente para os jovens, os homens de negócio e os apaixonados.
 
Ora, se é no jovem que a juventude é desperdiçada, como diz o ditado inglês; do mesmo modo, é também para o jovem que tem todo o tempo do mundo que tempo nenhum existe como espera ou paciência.
 
Assim, para o jovem, não existe algo como cura pelo tempo!
 
E não apenas para os jovens é assim, mas para todo aquele que se deixe dirigir pela pressa impaciente.
 
No entanto, somente bem depois na vida é que se aprende que o tempo é um meio de Graça, e que, para os de coração bom, ele é sempre meio de cura.
 
Cura pelo Tempo, todavia, é uma proposta que não combina com esta geração!
 
Não combina com jovens, com adultos e até com velhos!
 
Ora, há muitos meios de curas divinas neste mundo.
 
O perdão, no entanto, é o maior deles; pois, pelo perdão se faz o tempo desnecessário como poder de cura, posto que o perdoador sempre apague tudo do coração bem antes do tempo ter de realizar esse papel.
 
Todavia, mesmo perdoando, há coisas que somente o tempo apaga como lembrança importante de dor.
 
Sim! Pois, mesmo os que perdoam, muitas vezes ainda sentem dor. Não a dor da vingança, mas da tristeza pelo fato; especialmente quando as implicações do fato não são resolvidas com o perdão; posto que o perdão perdoe o culpado, mas nem sempre traga o poder de desfazer o feito…
 
Os antigos tinham muito mais tempo para o tempo e criam que com o tempo muita coisa passava. Sim! Mesmo as coisas perdoadas ainda tinham o seu tempo de cura…
 
Na realidade tinha-se tempo para tudo antes do demônio se tornar o dono da batuta do tempo cronológico da maioria das almas humanas aflitas e ansiosas.
 
Hoje tudo tem que ser instantâneo, até a cura.
 
No entanto, cura para a alma e o espírito, por mais que haja milagres de natureza instantânea, em geral são curas graduais, lentas e reflexivas. Ou seja: são curas no tempo; tempo e muita graça.
 
Entretanto, ao ver hoje a reação das pessoas até mesmo ao que lhes seja cura, também vejo Jesus lhes perguntando: “Você tem tempo para ser curado?”
 
Sim! Pois tem muita gente que não nem mesmo tempo para ser curada! Não porque lhes falte os meios para a cura, mas apenas porque elas não têm a paciência para a cura.
 
Cura demanda paciência. Por isto, o candidato à cura é chamado de “o paciente”.
 
Ora, tempo e paciência não podem se separar quando se trata de cura!
 
“Agora é ter muita paciência a fim de fazer a longa viagem de volta, passando por onde você não deseja e encontrando o que você não quer encontrar”.
 
“Este é o primeiro passo simples e prático que você dá na direção do alvo: passar pelo inferno e, com calma, reconstruir a vida!”
 
Hoje eu sei que tudo passa muito rapidamente e nós voamos!
 
Hoje olho para o tempo como um elemento vivo, como um sacramento, como um meio de Graça!
 
O tempo é tão milagroso que Jesus a ele recorre de modo mais que explicito:
 
“O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois!”
 
“Ainda tenho muitas coisas a vos ensinar, mas vós não o podeis suportar agora!”
 
Ora, quem não aceita que Jesus usa o tempo para curar e ensinar está perdendo a lição mais importante desta vida; pois, de tal pedagogia ninguém escapa.
 
Pense nisto e ore.
 
Senhor Deus do tempo!
 
Entrego-me a Ti e ao Teu tempo!
 
Que em Ti, no tempo, tudo me seja cura!
 
Amém.

O PROPÓSITO ABSOLUTO DE DEUS AO CRIAR

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Lembro-me de ter ouvido alguém dizer que; “A única coisa que não se escolhe nessa vida, é o propósito para o qual se nasce”. Depois de pensar por uns instantes, percebi o peso que essa verdade tem na existência de um indivíduo.

Você e eu fomos planejados por Deus em um plano existencial que transcende em muito nossa capacidade mental pra entende-lo, olhando apenas com nossas percepções naturais. Sim. É preciso entender que além de uma organização molecular complexa, somos seres transcendentais, imateriais, invisíveis, que abita em um corpo feito por átomos que nada mais é do que uma vasta condensação de energia invisível.

O Livro que narra a Gênesis de todas as coisas desse universo que conhecemos, e conhecemos tão pouco, descreve claramente os elementos usados na criação do homem.

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o espírito da vida; e o homem foi feito alma vivente“.Gênesis 2:7

Já é sabido que toda matéria existente na terra e em todo universo é formada por átomos e que a única coisa que difere uma matéria da outra é a forma como esses átomos se agrupam para criar elementos diferentes. Por tanto, tanto o animal quanto o homem, do ponto de vista material,  tem a mesma origem em suas principais características físicas.

Entretanto, ha um detalhe que particularmente me chama a atenção na narração da criação do homem no Livro da Gênesis. Esse detalhe que me chama a atenção é o termo usado originalmente para definir “pó da terra“, quando o texto especifica qual foi a matéria prima usada por Deus para fazer ou formar o corpo humano. O termo hebraico é “aphar“, que pode ser traduzido como “refugo” (Restos imprestáveis de qualquer coisa.) Além de que a palavra Homem tem sua origem no latim “homine” ou “hominem” que está ligada intimamente a definição de “humus” que nada mais é que a matéria orgânica depositada no solo, que resulta da decomposição de animais e plantas mortas, ou de seus subprodutos.

Sendo assim sou levado a crer, que até mesmo a matéria usada por Deus para dar forma ao corpo humano, foi uma matéria diferenciada das que foram usadas na criação dos outros seres viventes, posto que esta já haveria passado várias vezes pelo ciclo natural de reciclagem, tendo em vista que; quando Deus formou o homem, já haviam milhões, se não bilhões de anos que toda a natureza viva, e seus seres animados ou não, realizavam esse processo natural de transformar energia em elemento e elemento em energia, que é a origem de toda matéria. Ainda assim, no que é relativo à matéria somos apenas uma espécie animalesca com habilidades cognitivas.

É preciso voltar ao versículo 7 de Gênesis 2, pra notarmos que, Deus, deu forma à matéria “humus” para um objetivo especifico que Ele já havia traçado antes da fundação do “espaço-tempo”.

Perceba que, quando Deus criou todas as outras coisas, vivas ou não, Ele apenas deu a ordem pelo Logos Todo Poderoso (Jesus), e foi liberado o Dinamus, (Espírito Santo) criando assim o “espaço-tempo“, que por sua vez, não comportando todo aquele Poder começou a expandir numa velocidade estonteante, maior do que a velocidade da luz, criando em seu primeiro bilionésimo de segundo de existência, toda matéria prima (Hidrogênio) necessária  para a formação de todos os outros elementos, e criando também o “Mestre de Obras” (Gravidade) que determinaria pra sempre as formas que cada matéria iria tomar, como também as Leis que as regeriam. E assim surgiu o Universo nesta dimensão que existimos. Depois disso, o universo tomou o curso natural de sua evolução no “espaço-tempo” sem pressa de chegar onde haveria.

Agora perceba que, de acordo com a narração em Gênesis Cp.1:.27  o próprio Deus convocou o “Logos” (Jesus) e o “Dinamus” (Espírito Santo), para dar forma á matéria que iria comportar o Ser que já havia sido gerado Nele antes da fundação da existência.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;…
Gênesis 1:26.

Agora sim, o boneco feito de matéria orgânica está pronto para receber o seu morador que vou denominar aqui como espírito humano. …e soprou em suas narinas o espírito da vida e o homem passou a Ser alma vivente.

Note que a complexidade da criação e da formação do homem, é totalmente à parte de todo o resto dos outros seres vivos.

Somos matéria (corpo). Todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Eclesiastes 3:20

Somos alma (mente, vontade, emoções, raciocínios). A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. Jó 10:1

Somos espírito (onde se estabelece uma comunhão e comunicação com Deus). Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdadeJoão 4:23,24

Quando o Homem barro estava moldado Deus soprou a vida que seria um espírito inteligente habitando em corpo material incorruptível, devido ao seu estado original de criação. Puro e em perfeita sintonia com O Soberano Criador.

O resto do universo criado é apenas a manutenção de Deus para trazer à luz a primazia de de sua criação; O Homem. Isto visando um plano ainda mais transcendental que havia traçado, que é o de ter uma geração inteira de filhos reis e sacerdotes com os quais Ele queria compartilhar eternamente toda a Sua  Vida,Graça, Amor, Bondade e Reino.

Por tanto, chego a conclusão que não somos exatamente apenas aquilo que podemos sentir ou enxergar, pois perdemos toda a nossa capacidade de perceber o invisível que está presente desde sempre em nosso redor, [devido a nossa mente caída que por receber do próprio Deus o poder de fazer suas próprias escolhas, escolheu não obedecer a uma única proibição do Todo Poderoso Criador, resultando assim em sua separação (morte) da comunhão plena com O Deus Espírito].

A consequência disto é que a partir daí o Homem que enquanto obediente tinha sua funcionalidade plena no existir; (espírito, alma, e corpo)espírito (Homem espiritual) comungando com Deus e trazendo pra alma (mente), Seus atributos, que por sua vez se manifestariam nesse universo físico, através da interação da humanidade entre si e com a natureza criada, agora está separado do seu Mestre, Ensinador, de sua Fonte de Vida e de Conhecimento, e está entregue à sua mente terrena, física, emocional, e passa a ser conduzido por ela, que por ser terrena, começa a inverter os valores espirituais se importando mais consigo mesmo do que com o seu Criador, e desejando fazer somente a sua própria vontade, abrindo assim uma legalidade para que o pai da iniquidade (Satanás) tivesse acesso, influência e domínio sobre a alma humana.

A partir daí dá-se início ao que eu chamo de Processo Divino Legal de comprar o Homem, para que os planos de ter filhos reinando com Ele sobre toda a criação fosse estabelecido e concretizado. {Mas isso vai ser assunto só no próximo post.}

Com tudo isso, eu entendo que o propósito de Deus ao criar todas as coisas, é ter pra Si uma nação de filhos vivendo toda a sublimidade do Seu Amor e Poder e Cuidado e Glória, experimentando assim tudo o que Ele É.

Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.
Apocalipse 5:9,10

E como nada pode frustrar os planos do Todo Poderoso Deus, Ele põe em prática o projeto de Resgate Remição Recriação da humanidade e, esse é o próximo assunto.

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
Jó 42:2

Graça e Paz

Pr. Samuel Lemos.

 

A DIFERENÇA ENTRE O AMOR E A PAIXÃO

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Amor – É algo que cresce e se desenvolve.
Paixão – É repentina, aparece num momento.
Amor – Baseia-se no compartilhar mútuo.

Paixão – Baseia-se na satisfação egoísta.
Amor – Concentra-se em uma pessoa como alvo.
Paixão – Tem dificuldade de amar uma só pessoa.

Amor – Caracteriza-se por segurança e confiança.
Paixão – Caracteriza-se por insegurança e ciúmes.

Amor – Compreende que o físico é uma parte do amor.
Paixão – Compreende que o físico é o centro e o mais importante.
Amor – Há respeito mútuo.
Paixão – Há exploração ou manipulação por parte de um.
AMOR – Seus ideais se baseiam na realidade de sua personalidade e possibilidades.

Paixão – Seus ideais se baseiam em fantasias.
AMOR – O amor os leva a crescer conhecer e ajustar-se.

Paixão – As emoções são inconstantes, sente amor e repudio uma vez ou outra.
AMOR – Ajunta-se e buscam o melhor para o outro.
Paixão – Há competição para ver quem tem a última palavra.

SUPERAÇÕES OU SUPURAÇÕES?

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Muitas vezes me pergunto qual é a vantagem de nadar mais rápido, se não é na água que eu vivo; e que vantagem existe em pular muito alto, se no ar não me sustento; e que vantagem se tem em voar, se, asas eu não possuo; e que vantagem há em mergulhar por esporte, se guelras não tenho.

Quem descendo uma escada, caiu e morreu, faleceu de um acidente, sendo que o mesmo se pode dizer de quem morre enquanto se move na dimensão natural do existir humano.

Mas aquele que morre por se servir de algo que não é o meio natural do ser humano se mover, deve saber de antemão que, em tal caso, nenhum incidente será um acidente, mais sim um auto-atentado.

A tentação do diabo sempre é fazer o homem ambicionar os pássaros, e não viver como homem; invejar os peixes, e não viver como homem; conhecer os mares, mas não conhecer os corações; entender os ventos, mas não compreender os tempos.

Sim! O diabo sempre dirá ao homem que pular do Pináculo do Templo é o que falta como afirmação para o ser humano.

A adesão aos desejos da Serpente do Éden gerou a pulsão quase permanente que nos chama para os abismos como prazer e glória.

Sim! Nossa ambição de afirmação e de significado de ser, é infinitamente maior do que qualquer amor que se tenha pela vida, sendo esta a razão pela qual se caminha em vereda de morte enquanto se afaga a própria morte como desejo, ou vicio, ou prazer ou conquista; ou todos eles feitos uma coisa só como pulsão da alma.

Acidentes que sejam normais como probabilidades naturais do existir de um ser humano são apenas aqueles que acontecem enquanto o homem anda no caminho natural dos humanos.

Durante esses trinta e cinco anos de viagens e viagens de avião, entrando e saindo entre 400 e 500 vezes por ano de aeroplanos, sempre disse a mim mesmo que não temia voar, e que, se algo me acontecesse, ninguém deveria se angustiar, pois, eu mesmo sempre soube que aquele não era o caminho natural dos humanos, mas apenas uma utilização missionária ou meramente utilitária que eu fazia daquele aparato.

Dia a dia fica mais distante dos humanos a possibilidade de um acidente acontecer como um incidente catastrófico apenas natural; posto que a intervenção dos humanos no meio-ambiente planetário tem feito com que a possibilidade de catástrofes naturais sem participação humana alguma, hoje sejam quase que totalmente aquelas que nos venham de fora de nossa atmosfera, pois, no ambiente atmosférico, os humanos praticamente alteraram tudo, já não podendo nem mesmo falar em catástrofe genuinamente natural que sobre o homem esteja advindo.

Ainda lembro do tempo em que um tufão, um furacão, um tornado, uma tromba d’àgua, um tsumani ou coisas do gênero, eram sempre acontecimentos naturais.

Mas hoje já não é assim…

Quando vejo tais fenômenos em processo, penso quase exclusivamente no que os humanos estão fazendo ao meio-ambiente.

Ora, digo isto não porque antes não houvesse catástrofes, mas apenas porque as de hoje, tanto nas causas gerais, como também pelo modo anômalo de sua manifestação [tanto na freqüência dos fenômenos como também em suas causas e efeitos], nitidamente são provocados pela intervenção humana.

Assim, tanto no micro-cosmos como também no macro-cosmos, o critério que prevalece é um só:

Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido!

Pense nisto!

Caio

Eu sou Adão. Muito prazer!

Em minha vida todas as tentações foram exatamente como as de Adão, posto que eu seja Adão.

Jesus também enfrentou as mesmas tentações do Éden, posto que aqui seja o Éden. Sim! Um Éden desfigurado, complexificado, confuso, desajardinado, desertificado, invadido por síndromes, manipulado por homens e demônios, atacado pelo mundo invisível, assolado por espíritos perversos, e, sobretudo, um Éden cemitério da consciência.

Transformar pedra em pão é concupiscência da carne. Fazer um show no Pináculo do Templo é concupiscência dos olhos. Curvar-se no alto monte a fim de receber poder sobre todos os reinos do mundo, seria entregar-se à soberba da vida.

A diferença, entre tantas, é que no antigo Éden poder-se-ia comer de tudo, menos de uma árvore, a do Conhecimento. Hoje se come de tudo, menos de uma árvore, a da Vida, que é Jesus.

E mais: comemos tudo e não comemos nada, pois a Árvore que dá Vida, essa nós não gostamos de comer.

Adão ficou viciado nos gostos da morte!

Assim, a Árvore do Conhecimento hoje está plantada na mente e no coração de todo homem.

Ora, foi por esta razão que o mundo inteiro se tornou um jardim de drogados…

Sim! Adão se tornou o primeiro viciado do mundo, e, nós, seus descendentes, somos todos uns micróbios “fissurados” nas drogas da morte, todas oriundas da Árvore do Conhecimento, e não das ervas do jardim.

Assim, esqueça o Éden que não se pode mais visitar, posto que exista entre nós em estado de exacerbação que faz o Éden original ser apenas um convento no jardim.

O que se tem que fazer é enxergar o Éden de hoje, e que é feito do que fizemos a vida se tornar.

Desse modo, não fale mais mal de Adão e nem pergunte por que Deus criou o homem para ele pecar, pois, se esse é o caso, ajude seu problema filosófico e apenas se mate, e, assim, acabe com Adão; posto que Adão seja você.

Chega!…

Pare de conversa fiada…

Adão sou eu. Adão é você.

Se você se acha melhor do que ele, o 1º Adão, então, melhore Adão em você…; mais saiba: não será possível; posto que minha única saída seja me converter ao 2º Adão, que foi quem venceu como Homem o que homem algum jamais venceu.
Nele, que me chama a saber que Adão sou eu, a fim de que eu possa ver que somente serei salvo no 2º Adão, Jesus, que resistiu aquilo ao que eu me entrego,
Pr. Samuel Lemos

BOM DIA

A tendência natural da alma é viajar entre pólos, especialmente quando sua conexão com um deles começou como obrigação, convenção, comportamento moral ou mesmo como uma obrigatória rebeldia amoral.
Medo, obrigação, culpa e ódio são em geral as forças que mais pressionam a alma contra um de seus pólos, nesse caso, o pior deles.

Assim, presa como uma lagartixa por alguma força que a pressiona contra a parede do sentir, a alma ali fica, até se despregar por alguma razão(geralmente uma tragédia ou trauma), e, deixar-se pendular para o pólo oposto, e lá ficar por um tempo (com sorte), ou para sempre, como muitas vezes é o caso.
Outros vão sendo sacudidos de um pólo para o outro, e como são frágeis e reativos, vão indo e voltando sempre, cada vez mais cínicos, cada vez mais impermeáveis a qualquer coisa.

Alternâncias sistemáticas de pólos dolorosos ou desconfortáveis (como é sempre o caso) acabam por gerar cinismo, pois, ninguém aguenta mudar-se o tempo todo para o pólo oposto. Quando isto acontece, o equilíbrio nunca chega, pois, em tal caso, não se encontra equilíbrio, mas sim o cinismo como estabilidade.
Hoje o que se vê é a viagem Evangélico Coletiva para o pólo do cinismo.

Já se foi e voltou tantas vezes, que a maioria cansou…
É gente que não larga, mas que também não segura.
É gente que diz “amém” para tudo, mas que não faz nada.
É gente que confessa que crê, mas que por tal fé não vai a lugar nenhum…

Isto sem falar nos que foram tão traumatizados com tudo o que lhes sobreveio como engano e opressão religiosa, que, agora, mesmo quando encontram o Evangelho como Palavra e fé, tratam tudo como se tivessem, em razão do engano passado, ganhado um crédito que lhes faculta viver em descomprometida devoção e desinteressado engajamento.
Desse modo, dizem que agora sim; que a Graça agora os alcançou; que enfim ficaram libertos da opressão e do engano. Aleluia.

Entretanto… Se antes doaram e dizimaram por medo, hoje nada dão por acharem que se antes foram ‘enganados’, agora é a vez deles ‘sonegarem’…
Se antes se engajaram por pavor, hoje natural e justo trocarem qualquer “ministério” por pipoca com coisa nenhuma.
Se antes pregavam, ainda que de modo chato e sem sabedoria, hoje não confessam nada, nem sob tortura.

E mais: querem que tudo seja feito sem esforço e atitude; sem dinheiro e sem engajamento; sem ordem e sem objetivo.
Pr.samuel lemos (curta)
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