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Minuta de contrato de 2012 mostra que sítio de Atibaia seria transferido para Lula

Documento — mais um forte indício de que Lula é o verdadeiro dono do Sítio Santa Bárbara — previa pagamento de 800 000 reais por uma parte da propriedade. A proposta de compra e venda foi encontrada no apartamento de Lula em São Bernardo do Campo

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(clique para ler o documento em PDFcontrato-sitio-atibaia

Na operação de busca realizada pela Polícia Federal no dia 4 de março, durante a 24ª fase da Operação Lava Jato, os investigadores da Operação Lava-Jato encontraram a minuta de um contrato de compra e venda no qual Fernando Bittar — dono no papel do sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula e reformado por empreiteiras do petrolão – transfere a propriedade para o petista e sua mulher, Marisa Letícia.

Na minuta, não assinada, Fernando Bittar repassa a propriedade para Lula e Marisa pelo valor de 800 000 reais.

O documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas no apartamento de Lula em São Bernardo. Pelo texto, Lula se comprometia a pagar pelo sítio 200 000 reais de entrada, no ato da compra, e quitar o restante da dívida com Bittar em três parcelas iguais de 200 000 reais.

Rasgadinho - reforma sitio Atibaia

Diz a minuta de contrato: “Pelo preço adiante ajustado, vendem, ao comprador, o imóvel descrito, transmitindo-lhe desde já, a posse, domínio, direitos e ações que sobre o mesmo tinham e exerciam, para que dele, o comprador use, goze e livremente disponha como bem e melhor lhe convier”.

Apesar de ser uma minuta, sem a assinatura das partes envolvidas, o documento é mais um forte indício de que Lula é, de fato, o verdadeiro dono do Sítio Santa Bárbara. Em abril de 2015, VEJA revelou a existência do sítio usado por Lula para passar os fins de semana de descanso em Atibaia. Lula sempre negou ser o proprietário, embora tenha sido obrigado a admitir o uso do sítio. A propriedade é investigada pela Operação Lava Jato desde que VEJA revelou que a construtora OAS havia realizado obras de reforma no sítio.

Os investigadores também localizaram no apartamento do ex-presidente Lula em São Bernardo notas fiscais relacionadas à obra do Sítio Santa Bárbara. Um cronograma (imagem abaixo) detalhado das melhorias realizadas na propriedade durante a reforma também foi apreendido. No documento é possível identificar as principais obras realizadas na propriedade.

Fonte: (VEJA.com/VEJA)

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Mais de 2 milhões morrem por ano vítimas de doença do trabalho, diz OIT

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Relatório aponta problemas pulmonares como os maiores vilões.
Acidentes são responsáveis por 321 mortes, segundo estudo.

Um estudo divulgado nesta terça-feira (23) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que mais de 2 milhões de pessoas morrem por ano, no mundo, em consequência de doenças relacionadas ao trabalho. Ainda segundo o estudo, 321 mil pessoas morrem vítimas de acidentes de trabalho.

Ainda de acordo com o estudo, 317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano. Isto significa que a cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho, e também a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.

Entre os principais problemas estão as doenças pulmonares causadas pela inalação de partículas de silício, carbono e amianto. Na China, esta enfermidade, segundo o estudo, atinge 80% dos casos. Na índia, cerca de 10 milhões de trabalhadores em minas apresentaram problemas por inalação de silício. No Brasil, o estudo aponta que 6,6 milhões de trabalhadores estão expostos a estas substâncias tóxicas.

O estudo aponta ainda que os transtorsnos musculoesqueléticos e mentais (TME) atingem principalmente os trabalhadores da Europa. As empresas enfrentam o assédio cada vez mais psicológico, assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência psicológica. Para lidar com o estresse, os trabalhadores às vezes adotam comportamentos pouco saudáveis, como o abuso do álcool ou o uso de drogas, o que pode desenvolver doenças psíquicas como a depressão ou a dependência química.

Para a OIT, a ausência de uma prevenção adequada das enfermidades profissionais tem profundos efeitos negativos não somente nos trabalhadores e suas famílias, mas também na sociedade devido ao enorme custo gerado, particularmente no que diz respeito à perda de produtividade e a sobrecarga dos sistemas de seguridade social. A prevenção é mais eficaz e tem menos custo que o tratamento e a reabilitação. Todos os países podem tomar medidas concretas para melhorar sua capacidade de prevenção das enfermidades profissionais ou relacionadas com o trabalho.