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CURA PELO TEMPO!

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A nossa noção de tempo vai mudando na medida em que o tempo passa para nós.
 
Paradoxalmente é quando se tem todo o tempo do mundo para tudo, que não se tem tempo para nada: na juventude.
 
Jovens não têm tempo para nada. Querem tudo. Tudo hoje. Tudo já. E, assim, não há tempo para nada…
 
Quanto mais os tempos se tornam velozes em razão das tecnologias de transporte e comunicação, mais a noção de tempo muda: um segundo agora existe; um minuto já gera impaciência; uma hora é um dia; um dia é como uma semana; uma semana é como um mês ou mais; os meses são eternidades; os anos são medidas impensáveis — especialmente para os jovens, os homens de negócio e os apaixonados.
 
Ora, se é no jovem que a juventude é desperdiçada, como diz o ditado inglês; do mesmo modo, é também para o jovem que tem todo o tempo do mundo que tempo nenhum existe como espera ou paciência.
 
Assim, para o jovem, não existe algo como cura pelo tempo!
 
E não apenas para os jovens é assim, mas para todo aquele que se deixe dirigir pela pressa impaciente.
 
No entanto, somente bem depois na vida é que se aprende que o tempo é um meio de Graça, e que, para os de coração bom, ele é sempre meio de cura.
 
Cura pelo Tempo, todavia, é uma proposta que não combina com esta geração!
 
Não combina com jovens, com adultos e até com velhos!
 
Ora, há muitos meios de curas divinas neste mundo.
 
O perdão, no entanto, é o maior deles; pois, pelo perdão se faz o tempo desnecessário como poder de cura, posto que o perdoador sempre apague tudo do coração bem antes do tempo ter de realizar esse papel.
 
Todavia, mesmo perdoando, há coisas que somente o tempo apaga como lembrança importante de dor.
 
Sim! Pois, mesmo os que perdoam, muitas vezes ainda sentem dor. Não a dor da vingança, mas da tristeza pelo fato; especialmente quando as implicações do fato não são resolvidas com o perdão; posto que o perdão perdoe o culpado, mas nem sempre traga o poder de desfazer o feito…
 
Os antigos tinham muito mais tempo para o tempo e criam que com o tempo muita coisa passava. Sim! Mesmo as coisas perdoadas ainda tinham o seu tempo de cura…
 
Na realidade tinha-se tempo para tudo antes do demônio se tornar o dono da batuta do tempo cronológico da maioria das almas humanas aflitas e ansiosas.
 
Hoje tudo tem que ser instantâneo, até a cura.
 
No entanto, cura para a alma e o espírito, por mais que haja milagres de natureza instantânea, em geral são curas graduais, lentas e reflexivas. Ou seja: são curas no tempo; tempo e muita graça.
 
Entretanto, ao ver hoje a reação das pessoas até mesmo ao que lhes seja cura, também vejo Jesus lhes perguntando: “Você tem tempo para ser curado?”
 
Sim! Pois tem muita gente que não nem mesmo tempo para ser curada! Não porque lhes falte os meios para a cura, mas apenas porque elas não têm a paciência para a cura.
 
Cura demanda paciência. Por isto, o candidato à cura é chamado de “o paciente”.
 
Ora, tempo e paciência não podem se separar quando se trata de cura!
 
“Agora é ter muita paciência a fim de fazer a longa viagem de volta, passando por onde você não deseja e encontrando o que você não quer encontrar”.
 
“Este é o primeiro passo simples e prático que você dá na direção do alvo: passar pelo inferno e, com calma, reconstruir a vida!”
 
Hoje eu sei que tudo passa muito rapidamente e nós voamos!
 
Hoje olho para o tempo como um elemento vivo, como um sacramento, como um meio de Graça!
 
O tempo é tão milagroso que Jesus a ele recorre de modo mais que explicito:
 
“O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois!”
 
“Ainda tenho muitas coisas a vos ensinar, mas vós não o podeis suportar agora!”
 
Ora, quem não aceita que Jesus usa o tempo para curar e ensinar está perdendo a lição mais importante desta vida; pois, de tal pedagogia ninguém escapa.
 
Pense nisto e ore.
 
Senhor Deus do tempo!
 
Entrego-me a Ti e ao Teu tempo!
 
Que em Ti, no tempo, tudo me seja cura!
 
Amém.

Ouça a conversa de Lula e Dilma interceptada hoje as 13:30 pela Polícia Federal

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O PROPÓSITO ABSOLUTO DE DEUS AO CRIAR

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Lembro-me de ter ouvido alguém dizer que; “A única coisa que não se escolhe nessa vida, é o propósito para o qual se nasce”. Depois de pensar por uns instantes, percebi o peso que essa verdade tem na existência de um indivíduo.

Você e eu fomos planejados por Deus em um plano existencial que transcende em muito nossa capacidade mental pra entende-lo, olhando apenas com nossas percepções naturais. Sim. É preciso entender que além de uma organização molecular complexa, somos seres transcendentais, imateriais, invisíveis, que abita em um corpo feito por átomos que nada mais é do que uma vasta condensação de energia invisível.

O Livro que narra a Gênesis de todas as coisas desse universo que conhecemos, e conhecemos tão pouco, descreve claramente os elementos usados na criação do homem.

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o espírito da vida; e o homem foi feito alma vivente“.Gênesis 2:7

Já é sabido que toda matéria existente na terra e em todo universo é formada por átomos e que a única coisa que difere uma matéria da outra é a forma como esses átomos se agrupam para criar elementos diferentes. Por tanto, tanto o animal quanto o homem, do ponto de vista material,  tem a mesma origem em suas principais características físicas.

Entretanto, ha um detalhe que particularmente me chama a atenção na narração da criação do homem no Livro da Gênesis. Esse detalhe que me chama a atenção é o termo usado originalmente para definir “pó da terra“, quando o texto especifica qual foi a matéria prima usada por Deus para fazer ou formar o corpo humano. O termo hebraico é “aphar“, que pode ser traduzido como “refugo” (Restos imprestáveis de qualquer coisa.) Além de que a palavra Homem tem sua origem no latim “homine” ou “hominem” que está ligada intimamente a definição de “humus” que nada mais é que a matéria orgânica depositada no solo, que resulta da decomposição de animais e plantas mortas, ou de seus subprodutos.

Sendo assim sou levado a crer, que até mesmo a matéria usada por Deus para dar forma ao corpo humano, foi uma matéria diferenciada das que foram usadas na criação dos outros seres viventes, posto que esta já haveria passado várias vezes pelo ciclo natural de reciclagem, tendo em vista que; quando Deus formou o homem, já haviam milhões, se não bilhões de anos que toda a natureza viva, e seus seres animados ou não, realizavam esse processo natural de transformar energia em elemento e elemento em energia, que é a origem de toda matéria. Ainda assim, no que é relativo à matéria somos apenas uma espécie animalesca com habilidades cognitivas.

É preciso voltar ao versículo 7 de Gênesis 2, pra notarmos que, Deus, deu forma à matéria “humus” para um objetivo especifico que Ele já havia traçado antes da fundação do “espaço-tempo”.

Perceba que, quando Deus criou todas as outras coisas, vivas ou não, Ele apenas deu a ordem pelo Logos Todo Poderoso (Jesus), e foi liberado o Dinamus, (Espírito Santo) criando assim o “espaço-tempo“, que por sua vez, não comportando todo aquele Poder começou a expandir numa velocidade estonteante, maior do que a velocidade da luz, criando em seu primeiro bilionésimo de segundo de existência, toda matéria prima (Hidrogênio) necessária  para a formação de todos os outros elementos, e criando também o “Mestre de Obras” (Gravidade) que determinaria pra sempre as formas que cada matéria iria tomar, como também as Leis que as regeriam. E assim surgiu o Universo nesta dimensão que existimos. Depois disso, o universo tomou o curso natural de sua evolução no “espaço-tempo” sem pressa de chegar onde haveria.

Agora perceba que, de acordo com a narração em Gênesis Cp.1:.27  o próprio Deus convocou o “Logos” (Jesus) e o “Dinamus” (Espírito Santo), para dar forma á matéria que iria comportar o Ser que já havia sido gerado Nele antes da fundação da existência.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;…
Gênesis 1:26.

Agora sim, o boneco feito de matéria orgânica está pronto para receber o seu morador que vou denominar aqui como espírito humano. …e soprou em suas narinas o espírito da vida e o homem passou a Ser alma vivente.

Note que a complexidade da criação e da formação do homem, é totalmente à parte de todo o resto dos outros seres vivos.

Somos matéria (corpo). Todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Eclesiastes 3:20

Somos alma (mente, vontade, emoções, raciocínios). A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. Jó 10:1

Somos espírito (onde se estabelece uma comunhão e comunicação com Deus). Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdadeJoão 4:23,24

Quando o Homem barro estava moldado Deus soprou a vida que seria um espírito inteligente habitando em corpo material incorruptível, devido ao seu estado original de criação. Puro e em perfeita sintonia com O Soberano Criador.

O resto do universo criado é apenas a manutenção de Deus para trazer à luz a primazia de de sua criação; O Homem. Isto visando um plano ainda mais transcendental que havia traçado, que é o de ter uma geração inteira de filhos reis e sacerdotes com os quais Ele queria compartilhar eternamente toda a Sua  Vida,Graça, Amor, Bondade e Reino.

Por tanto, chego a conclusão que não somos exatamente apenas aquilo que podemos sentir ou enxergar, pois perdemos toda a nossa capacidade de perceber o invisível que está presente desde sempre em nosso redor, [devido a nossa mente caída que por receber do próprio Deus o poder de fazer suas próprias escolhas, escolheu não obedecer a uma única proibição do Todo Poderoso Criador, resultando assim em sua separação (morte) da comunhão plena com O Deus Espírito].

A consequência disto é que a partir daí o Homem que enquanto obediente tinha sua funcionalidade plena no existir; (espírito, alma, e corpo)espírito (Homem espiritual) comungando com Deus e trazendo pra alma (mente), Seus atributos, que por sua vez se manifestariam nesse universo físico, através da interação da humanidade entre si e com a natureza criada, agora está separado do seu Mestre, Ensinador, de sua Fonte de Vida e de Conhecimento, e está entregue à sua mente terrena, física, emocional, e passa a ser conduzido por ela, que por ser terrena, começa a inverter os valores espirituais se importando mais consigo mesmo do que com o seu Criador, e desejando fazer somente a sua própria vontade, abrindo assim uma legalidade para que o pai da iniquidade (Satanás) tivesse acesso, influência e domínio sobre a alma humana.

A partir daí dá-se início ao que eu chamo de Processo Divino Legal de comprar o Homem, para que os planos de ter filhos reinando com Ele sobre toda a criação fosse estabelecido e concretizado. {Mas isso vai ser assunto só no próximo post.}

Com tudo isso, eu entendo que o propósito de Deus ao criar todas as coisas, é ter pra Si uma nação de filhos vivendo toda a sublimidade do Seu Amor e Poder e Cuidado e Glória, experimentando assim tudo o que Ele É.

Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.
Apocalipse 5:9,10

E como nada pode frustrar os planos do Todo Poderoso Deus, Ele põe em prática o projeto de Resgate Remição Recriação da humanidade e, esse é o próximo assunto.

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
Jó 42:2

Graça e Paz

Pr. Samuel Lemos.

 

A DIFERENÇA ENTRE O AMOR E A PAIXÃO

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Amor – É algo que cresce e se desenvolve.
Paixão – É repentina, aparece num momento.
Amor – Baseia-se no compartilhar mútuo.

Paixão – Baseia-se na satisfação egoísta.
Amor – Concentra-se em uma pessoa como alvo.
Paixão – Tem dificuldade de amar uma só pessoa.

Amor – Caracteriza-se por segurança e confiança.
Paixão – Caracteriza-se por insegurança e ciúmes.

Amor – Compreende que o físico é uma parte do amor.
Paixão – Compreende que o físico é o centro e o mais importante.
Amor – Há respeito mútuo.
Paixão – Há exploração ou manipulação por parte de um.
AMOR – Seus ideais se baseiam na realidade de sua personalidade e possibilidades.

Paixão – Seus ideais se baseiam em fantasias.
AMOR – O amor os leva a crescer conhecer e ajustar-se.

Paixão – As emoções são inconstantes, sente amor e repudio uma vez ou outra.
AMOR – Ajunta-se e buscam o melhor para o outro.
Paixão – Há competição para ver quem tem a última palavra.

SUPERAÇÕES OU SUPURAÇÕES?

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Muitas vezes me pergunto qual é a vantagem de nadar mais rápido, se não é na água que eu vivo; e que vantagem existe em pular muito alto, se no ar não me sustento; e que vantagem se tem em voar, se, asas eu não possuo; e que vantagem há em mergulhar por esporte, se guelras não tenho.

Quem descendo uma escada, caiu e morreu, faleceu de um acidente, sendo que o mesmo se pode dizer de quem morre enquanto se move na dimensão natural do existir humano.

Mas aquele que morre por se servir de algo que não é o meio natural do ser humano se mover, deve saber de antemão que, em tal caso, nenhum incidente será um acidente, mais sim um auto-atentado.

A tentação do diabo sempre é fazer o homem ambicionar os pássaros, e não viver como homem; invejar os peixes, e não viver como homem; conhecer os mares, mas não conhecer os corações; entender os ventos, mas não compreender os tempos.

Sim! O diabo sempre dirá ao homem que pular do Pináculo do Templo é o que falta como afirmação para o ser humano.

A adesão aos desejos da Serpente do Éden gerou a pulsão quase permanente que nos chama para os abismos como prazer e glória.

Sim! Nossa ambição de afirmação e de significado de ser, é infinitamente maior do que qualquer amor que se tenha pela vida, sendo esta a razão pela qual se caminha em vereda de morte enquanto se afaga a própria morte como desejo, ou vicio, ou prazer ou conquista; ou todos eles feitos uma coisa só como pulsão da alma.

Acidentes que sejam normais como probabilidades naturais do existir de um ser humano são apenas aqueles que acontecem enquanto o homem anda no caminho natural dos humanos.

Durante esses trinta e cinco anos de viagens e viagens de avião, entrando e saindo entre 400 e 500 vezes por ano de aeroplanos, sempre disse a mim mesmo que não temia voar, e que, se algo me acontecesse, ninguém deveria se angustiar, pois, eu mesmo sempre soube que aquele não era o caminho natural dos humanos, mas apenas uma utilização missionária ou meramente utilitária que eu fazia daquele aparato.

Dia a dia fica mais distante dos humanos a possibilidade de um acidente acontecer como um incidente catastrófico apenas natural; posto que a intervenção dos humanos no meio-ambiente planetário tem feito com que a possibilidade de catástrofes naturais sem participação humana alguma, hoje sejam quase que totalmente aquelas que nos venham de fora de nossa atmosfera, pois, no ambiente atmosférico, os humanos praticamente alteraram tudo, já não podendo nem mesmo falar em catástrofe genuinamente natural que sobre o homem esteja advindo.

Ainda lembro do tempo em que um tufão, um furacão, um tornado, uma tromba d’àgua, um tsumani ou coisas do gênero, eram sempre acontecimentos naturais.

Mas hoje já não é assim…

Quando vejo tais fenômenos em processo, penso quase exclusivamente no que os humanos estão fazendo ao meio-ambiente.

Ora, digo isto não porque antes não houvesse catástrofes, mas apenas porque as de hoje, tanto nas causas gerais, como também pelo modo anômalo de sua manifestação [tanto na freqüência dos fenômenos como também em suas causas e efeitos], nitidamente são provocados pela intervenção humana.

Assim, tanto no micro-cosmos como também no macro-cosmos, o critério que prevalece é um só:

Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido!

Pense nisto!

Caio

A IGREJA MODERNA E O EVANGELHO DE CRISTO

011“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” [Isaías 55.11].

Deparei-me com este versículo ao final de um texto que defendia a perspectiva de um mundo melhor no futuro, um mundo sempre a prosperar até o dia em que todos ou quase todos se converteriam a Cristo, no dizer de um teólogo. Como a referência é escatológica, e o meu objetivo não é estabelecer uma refutação à proposta de doutrina do fim dos tempos (até porque não estou habilitado a isso), mas, exclusivamente, tentar corrigir o caráter “parcial” da dedução do articulista, esclareço que o profeta não o declarou com o objetivo de indicar apenas os benefícios da palavra ao homem. Ao utilizá-lo neste sentido, o teólogo equivocou-se, ou, no mínimo, foi otimista em sua conclusão, pois o verso não alude aos resultados de uma conversão em massa, de uma resposta sempre positiva do homem em relação à palavra.
Vamos andar mais um pouco.
Muitos utilizam-no como prova da eficácia da anunciação do Evangelho, no sentido de que, quanto mais for proclamado, mais pessoas se converterão, mais benefícios serão agregados à vida do homem. Para eles há uma progressão aritmética, uma relação proporcional que indicará a capacidade de se produzir resultados numéricos de salvos, e de bênçãos aos salvos, à medida que a palavra for proclamada. Como uma fórmula mágica, basta aplicá-la para que os seus efeitos proveitosos sejam alcançados pelos homens.
Veja bem, não duvido das conseqüências práticas da pregação do Evangelho, o qual “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” [Rm 1.16], pois, como “invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” [Rm 10.14-15].
Portanto esta é a única forma do homem ser salvo e conhecer a Deus. Não há outro método estabelecido. Nem mesmo a música como muitos apregoam (a menos que seja com extensos trechos bíblicos, como os Salmos,). Nem mesmo o teatro, como outros querem (a menos que seja com extensos trechos bíblicos, talvez, um monólogo). Nem o cinema (a menos que seja mais auditivo do que visual). Nem mesmo um discurso (a menos que seja impregnado por extensas citações bíblicas). Quanto à dança e outras manifestações artísticas, nem é preciso falar da completa ineficâcia como meio de evangelismo [1]. O poder de Deus está na palavra, e ela é o único meio de se proclamar a verdade. Porém, a pregação nem sempre trará frutos de obediência e reconciliação com Deus. O que vale dizer que nem todos aqueles que ouvirem o Evangelho se arrependerão, serão regenerados e salvos pelo poder de Deus, porque o Senhor “cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure” [Jo 12.40].
Ora, não é assim que o profeta Isaías declarou? “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?” [Is 53.1].
O fato é que Isaías 55.11 está a falar muito mais do que a maioria quer ouvir. Ele está a nos dizer que a palavra de Deus jamais, nunca, voltará vazia. Mas em que sentido? Apenas no sentido positivo? Referindo-se à salvação dos incrédulos, ou aos benefícios de santificação, convencimento, instrução e ensino dos mandamentos e da vontade de Deus? Não. Há os efeitos negativos da palavra (em relação ao destino final do homem), a qual também será proclamada para tornar inescusável o réprobo, para condená-lo em sua rebeldia, para julgá-lo por suas transgressões.
O erro está em se ver apenas um lado da moeda, e recusar-se a virá-la e vislumbrar a outra face. Essa é mais uma influência do humanismo que distorce e compromete o entendimento pleno do texto bíblico, deixando a mensagem capenga, fragmentada, em que um dos significados é tornado superior, ao ponto em que o outro não pode ser visto ou simplesmente é ignorado. Da mesma forma, a interpretação equivocada resultará no entendimento limitado de Deus e Sua obra, no desmerecimento, ainda que inconsciente, da Sua vontade e propósito.
Não reconhecer o caráter condenatório da palavra é fazer “vistas-grossas” à obra perfeita, acabada, irretocável de Deus, por negligência, ignorância ou malversação da Escritura. Em muitos casos, pode ser sinal de incredulidade também. Por isso Cristo alertou-nos, incisiva e claramente, para o distintivo absoluto da palavra: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” [Jo 12.48].
O mesmo equívoco é encontrado em João 3.16. Tem-se a falsa idéia de que Cristo morreu por todos os homens indistintamente, e que depende exclusivamente desse homem aceitá-lO ou não como Salvador. É um arroubo de pretensão. Como se Deus estivesse preso à vontade de Suas criaturas. Mas quase ninguém se apercebe de que, dois versículos abaixo, está escrito: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. O verbo crê e o substantivo condenado ligam-se diretamente no verso. Implicando que a condenação daquele que não crê não está no futuro, mas aconteceu no passado. O advérbio já revela que a condenação ocorreu de antemão, previamente, não é algo que ainda ocorrerá, nem algo que o ímpio poderá reverter, mas algo inevitável, que foi preparado antecipadamente. O objetivo deste texto não é discutir a eleição, mas afirmar a dupla mensagem do Evangelho, o qual é suficiente para salvar, e igualmente suficiente para condenar.
É verdade que a palavra sem fé não produzirá obediência, regeneração e salvação, antes confirmará a reprovação daquele que jamais será vivificado pelo Espírito Santo. É o que se pode perceber no dizer de Paulo: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” [Hb 4.2] [2]. De forma que a palavra da verdade produz frutos para a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor, no qual fomos selados pelo Espírito Santo da promessa [Ef 1.13]. Assim, seja para a vida, seja para a morte, a palavra do Senhor jamais voltará vazia.
Há ainda os que vão mais além, e dizem que o versículo refere-se à necessidade de se agarrar à palavra, algo mais ou menos parecido ao termo neopentecostal “tomar posse”, e, assim, ela produzirá, em nossas vidas, uma profusão de bens materiais nunca imaginados, e não voltará vazia mesmo, pois encherá os bolsos, bolsas, sacolas, cofres e os recipientes necessários para satisfazer a sanha carnal, na obscenidade dos deleites pecaminosos de seus proponentes.
Bem, quanto a essa (im)possibilidade, recuso-me a comentá-la, tendo-se em vista o seu nítido caráter corrompido, sua antibiblicidade e lógica maligna. Não passa de mais uma artimanha, um subterfúgio para satisfazer a ganância e a vaidade de quem assim pensa. Por isso é fácil concluir que essa não é a palavra divina, nem nunca foi, mas apenas o maldito vocábulo humano que levará o homem à destruição.
Isto não quer dizer que a música, a literatura, a pintura, a escultura e outras expressões artísticas, não sejam meios de louvor, adoração a Deus, e a proclamação das verdades bíblicas. Elas são. E cumprem o propósito eterno de Deus de ser glorificado por elas. Contudo, não creio que sejam meios pelos quais o Senhor quis se revelar e à Sua obra. Para isso, homens inspirados pelo Espírito Santo escreveram 66 livros santos, que compõem a Bíblia Sagrada, a infalível, inerrante e divina palavra de Deus. A despeito dos argumentos dos estudiosos e da maioria das mentes cristãs, resisto bravamente ceder à idéia do anonimato de Hebreus. Como estou convencido de que a sua autoria seja paulina, e na minha Bíblia ACF consta que Paulo é o seu remetente, até que me provem o contrário, continuarei a indicá-lo como o autor.

A FAMILIA LEMOS

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Galícia

Os primeiros historiadores que falaram da “Terra de Lemos” foram Plínio, Strabón, Ptolomeo e Pomponio de Mela.

Em seus relatos, eles contam que no período de 900 a 600 antes de Cristo, ocorreu a migração da tribo Celta dosLemavosa qual veio a assentar-se na atual Província de Lugo, na Galícia espanhola, norte de Portugal, onde escolheram o vale do rio Cabe, um lugar estratégico pelas suas encostas protegidas, para fundar o povoado de Dactonio.

Os Lemavos pertenciam à conhecida “cultura casteña” pré-romana de corte céltico, caracterizada entre outras coisas pela construção de núcleos chamados castros, por tinos artísticos comuns, adoração dos fenômenos naturais e de divindades pancélticas como o “Dios Lug” (Deus Lugo).

Sobre os Lemavos conhece-se bem mais do que sobre os outros povos castro-romanos, devido a diversas inscrições datadas dos séculos I e II, que mencionam a existência de unidades militares romanas formadas pelos Lemavos. Em diversos momentos neste período, escritos indicam a presença da formação chamada Cohors I Lemavorum as quais foram achadas nas ruínas da colônia romana de Iulia Valentia Banasa, situada no atual Marrocos. Além desta unidade dosLemavos, outras inscrições mencionam mais uma formação militar chamada Ala I Lemavorumque estivera no século II em diferentes zonas da península Ibérica e no norte da África. Acredita-se que a partir da vinda desta formação Lemavorum, originou-se o núcleo Fórum Lemavorum, na Gallaecia romana. Segundo historiadores, a denominação Fórum designava comunidades rurais crescidas às margens de estradas, ou nos arredores de um mercado. Portanto, este Fórum Lemavorum pode ser considerado como o embrião primitivo da chamada Terra de Lemos, região localizada atualmente no sul da província de Lugo, na Galícia Espanhola.

O nome Lemos, deriva diretamente do étnico Lemavos, o qual pode ser rastreado através de documenttos de monastérios medievais, seguindo a seguinte evolução: Lemavos > Lémaos > Lémoos > Lemos, sendo esta uma evolução totalmente regular.

Portanto, uma mutação fonética fez com que Lemavos se transformasse em Lemosapós a perda das letras av.

Monforte de Lemos
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Cidades da Terra de Lemos

A presença dos Beneditinos nesta área remonta ao século VIII, quando fundaram um monastério, o qual foi o ponto de partida para a construção da atual vila de Monforte de Lemos.

No século X, Dom Bermudo Ordones lutou ao lado do Rei Dom Afonso I, pela conquista de Lugo, tendo então recebido asTerras de Lemos em reconhecimento da sua valiosa contribuição.

No século XII, Froilán Diaz e sua esposa Estefanía Sánchez, então senhores de Lemos, receberam dos Condes de Galícia, Ramón de Borgoña e Dona Urraca, a autorização para fundar a vila de Monforte de Lemos.

Condado de Lemos
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Palácio dos Condes de Lemos

No século XII, a Família Castro, através de Gutiérrez Ruiz de Castro, assumiu o senhoria das Terras de Lemos, que tornou-se mais tarde um condado hereditário sob Henrique IV. Ginés Fernando Ruiz de Castro, XI Conde de Lemos, falecido em 1741, foi o último varão da estirpe.

Após uma série de sucessões, a partir de 1777 os Duques de Alba passaram ser também os Condes de Lemos. A atual titular do condado é Cayetana Fitz-James Stuart.

LEMOS. Família originária dos reis de Leão por provir da de Vila Mayor.

Principiou em D. Bermudo Ordonhes, senhor de Lemos, filho de D. Ordonho, senhor de Lemos, e de sua mulher, D. Urraca Garcia.

Em linha seguida conhece-se o seguinte: Vasco Lopes de Lemos, que viveu pelos anos de 740 e se encontrou com o Rei D. Afonso I na conquista de Lugo, pai de Lopo de Lemos, senhor do Vale de Lemos, cujo senhorio constava de vinte castelos, casado com Sancha de Saavedra, pais de Fernão Lopes de Lemos, casado com Eugência Garcia, da família dos Osórios.

Deste matrimônio nasceu Diogo Lopes de Lemos, que viveu no reinado de D. Afonso, o Casto, casado com D. Entroda, filha dos senhores de Biscaia, de quem teve Afonso Lopes de Lemos, um dos treze da Ordem de Sant´Iago, dos que lhe deram princípio, marido de D. Estefânia Gonçalves, da casa de Lara, pai de Afonso Lopes de Lemos, casado com D. Maria Forjaz, da qual houve Lopo de Lemos, que esteve na batalha da Água de Maias, casado com D. Maria Fernandes, irmã do conde de Trava e filha de Fernão Peres.

Nasceu deste casamento Afonso Lopes de Lemos, que se recebeu com D. Maior de Noboa e Meneses, de quem teve, entre outros, a Lopo Afonso de Lemos, pai de Rui de Lemos, que viveu no reinado de D. Afonso IV de Portugal, a quem serviu, pelo que recebeu mercê de várias terras. Seu filho, Vasco Martins de Lemos, foi alcaide de Beja e pai de Giraldo Martins de Lemos, instituidor do morgado do Calhariz, junto de Benfica, que viveu no reinado de D. Fernando I e foi cidadão de Lisboa e casado com Berengueira Anes.

Este Giraldo Martins houve por filho a Gomes Martins de Lemos, aio do duque de Bragança, D. Afonso, que teve por mercê D. João I para si e seus descendentes legítimos as fazendas pertencentes a Garcia Rodrigues Taborda, morto a serviço de Castela, por carta de 27-VIII-1385, e, também, a vila de Oliveira do Conde, confiscada a João Fernandes Pacheco, que passara a servir o rei castelhano. D. João I lhe confirmou o morgado do Calhariz, nele instituído por sua mãe com a terça dos bens, confirmação esta feita por carta de 27-XII-1396.

Gomes Martins de Lemos contraiu matrimônio com Mércia Vasques de Góis, filha herdeira de Álvaro Vasques de Góis, senhor do morgado de Góis, de quem deixou geração, continuadora do apelido.

Não são concordes os autores em qual dos Lemos veio primeiro para Portugal, pois dizem uns que Rui de Lemos, como se refere acima, e outros que o avô deste Rui, assim como também discordam na ascendência do mesmo Rui de Lemos

A Família no Brasil

Os Lemos estão hoje espalhados por muitos países e, no Brasil, por todos os estados.Os muitos e diferentes ramos tiveram origem em dezenas de imigrações ao longo da história do Brasil, quer vindos diretamente de Portugal ou da Espanha, ou até mesmo de outros países para onde seus ascendentes haviam emigrado originalmente.Nós que mantemos esta página não temos informações sobre genealogia dos parentes e, portanto, não os poderemos ajudar na descoberta de informações, além daquelas já publicadas, mas estimulamos a todos que procurem remontar a história de seus familiares e a mapear sua arvore genealógica, pedindo informações aos seus parentes mais velhos e também pesquisando em igrejas e cartórios no Brasil e Exterior.