Lugo

A FAMILIA LEMOS

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Galícia

Os primeiros historiadores que falaram da “Terra de Lemos” foram Plínio, Strabón, Ptolomeo e Pomponio de Mela.

Em seus relatos, eles contam que no período de 900 a 600 antes de Cristo, ocorreu a migração da tribo Celta dosLemavosa qual veio a assentar-se na atual Província de Lugo, na Galícia espanhola, norte de Portugal, onde escolheram o vale do rio Cabe, um lugar estratégico pelas suas encostas protegidas, para fundar o povoado de Dactonio.

Os Lemavos pertenciam à conhecida “cultura casteña” pré-romana de corte céltico, caracterizada entre outras coisas pela construção de núcleos chamados castros, por tinos artísticos comuns, adoração dos fenômenos naturais e de divindades pancélticas como o “Dios Lug” (Deus Lugo).

Sobre os Lemavos conhece-se bem mais do que sobre os outros povos castro-romanos, devido a diversas inscrições datadas dos séculos I e II, que mencionam a existência de unidades militares romanas formadas pelos Lemavos. Em diversos momentos neste período, escritos indicam a presença da formação chamada Cohors I Lemavorum as quais foram achadas nas ruínas da colônia romana de Iulia Valentia Banasa, situada no atual Marrocos. Além desta unidade dosLemavos, outras inscrições mencionam mais uma formação militar chamada Ala I Lemavorumque estivera no século II em diferentes zonas da península Ibérica e no norte da África. Acredita-se que a partir da vinda desta formação Lemavorum, originou-se o núcleo Fórum Lemavorum, na Gallaecia romana. Segundo historiadores, a denominação Fórum designava comunidades rurais crescidas às margens de estradas, ou nos arredores de um mercado. Portanto, este Fórum Lemavorum pode ser considerado como o embrião primitivo da chamada Terra de Lemos, região localizada atualmente no sul da província de Lugo, na Galícia Espanhola.

O nome Lemos, deriva diretamente do étnico Lemavos, o qual pode ser rastreado através de documenttos de monastérios medievais, seguindo a seguinte evolução: Lemavos > Lémaos > Lémoos > Lemos, sendo esta uma evolução totalmente regular.

Portanto, uma mutação fonética fez com que Lemavos se transformasse em Lemosapós a perda das letras av.

Monforte de Lemos
terra de lemos

Cidades da Terra de Lemos

A presença dos Beneditinos nesta área remonta ao século VIII, quando fundaram um monastério, o qual foi o ponto de partida para a construção da atual vila de Monforte de Lemos.

No século X, Dom Bermudo Ordones lutou ao lado do Rei Dom Afonso I, pela conquista de Lugo, tendo então recebido asTerras de Lemos em reconhecimento da sua valiosa contribuição.

No século XII, Froilán Diaz e sua esposa Estefanía Sánchez, então senhores de Lemos, receberam dos Condes de Galícia, Ramón de Borgoña e Dona Urraca, a autorização para fundar a vila de Monforte de Lemos.

Condado de Lemos
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Palácio dos Condes de Lemos

No século XII, a Família Castro, através de Gutiérrez Ruiz de Castro, assumiu o senhoria das Terras de Lemos, que tornou-se mais tarde um condado hereditário sob Henrique IV. Ginés Fernando Ruiz de Castro, XI Conde de Lemos, falecido em 1741, foi o último varão da estirpe.

Após uma série de sucessões, a partir de 1777 os Duques de Alba passaram ser também os Condes de Lemos. A atual titular do condado é Cayetana Fitz-James Stuart.

LEMOS. Família originária dos reis de Leão por provir da de Vila Mayor.

Principiou em D. Bermudo Ordonhes, senhor de Lemos, filho de D. Ordonho, senhor de Lemos, e de sua mulher, D. Urraca Garcia.

Em linha seguida conhece-se o seguinte: Vasco Lopes de Lemos, que viveu pelos anos de 740 e se encontrou com o Rei D. Afonso I na conquista de Lugo, pai de Lopo de Lemos, senhor do Vale de Lemos, cujo senhorio constava de vinte castelos, casado com Sancha de Saavedra, pais de Fernão Lopes de Lemos, casado com Eugência Garcia, da família dos Osórios.

Deste matrimônio nasceu Diogo Lopes de Lemos, que viveu no reinado de D. Afonso, o Casto, casado com D. Entroda, filha dos senhores de Biscaia, de quem teve Afonso Lopes de Lemos, um dos treze da Ordem de Sant´Iago, dos que lhe deram princípio, marido de D. Estefânia Gonçalves, da casa de Lara, pai de Afonso Lopes de Lemos, casado com D. Maria Forjaz, da qual houve Lopo de Lemos, que esteve na batalha da Água de Maias, casado com D. Maria Fernandes, irmã do conde de Trava e filha de Fernão Peres.

Nasceu deste casamento Afonso Lopes de Lemos, que se recebeu com D. Maior de Noboa e Meneses, de quem teve, entre outros, a Lopo Afonso de Lemos, pai de Rui de Lemos, que viveu no reinado de D. Afonso IV de Portugal, a quem serviu, pelo que recebeu mercê de várias terras. Seu filho, Vasco Martins de Lemos, foi alcaide de Beja e pai de Giraldo Martins de Lemos, instituidor do morgado do Calhariz, junto de Benfica, que viveu no reinado de D. Fernando I e foi cidadão de Lisboa e casado com Berengueira Anes.

Este Giraldo Martins houve por filho a Gomes Martins de Lemos, aio do duque de Bragança, D. Afonso, que teve por mercê D. João I para si e seus descendentes legítimos as fazendas pertencentes a Garcia Rodrigues Taborda, morto a serviço de Castela, por carta de 27-VIII-1385, e, também, a vila de Oliveira do Conde, confiscada a João Fernandes Pacheco, que passara a servir o rei castelhano. D. João I lhe confirmou o morgado do Calhariz, nele instituído por sua mãe com a terça dos bens, confirmação esta feita por carta de 27-XII-1396.

Gomes Martins de Lemos contraiu matrimônio com Mércia Vasques de Góis, filha herdeira de Álvaro Vasques de Góis, senhor do morgado de Góis, de quem deixou geração, continuadora do apelido.

Não são concordes os autores em qual dos Lemos veio primeiro para Portugal, pois dizem uns que Rui de Lemos, como se refere acima, e outros que o avô deste Rui, assim como também discordam na ascendência do mesmo Rui de Lemos

A Família no Brasil

Os Lemos estão hoje espalhados por muitos países e, no Brasil, por todos os estados.Os muitos e diferentes ramos tiveram origem em dezenas de imigrações ao longo da história do Brasil, quer vindos diretamente de Portugal ou da Espanha, ou até mesmo de outros países para onde seus ascendentes haviam emigrado originalmente.Nós que mantemos esta página não temos informações sobre genealogia dos parentes e, portanto, não os poderemos ajudar na descoberta de informações, além daquelas já publicadas, mas estimulamos a todos que procurem remontar a história de seus familiares e a mapear sua arvore genealógica, pedindo informações aos seus parentes mais velhos e também pesquisando em igrejas e cartórios no Brasil e Exterior.